Orçamento

Newsletter # 22

Nesta Newsletter você poderá ler:
1. Museu da Rota 66
2. Diário a bordo - deserto do Atacama
3. Moto clubes



  • R66Museu.html

    Museu da Route 66

    O Route 66 Museum em Clinton, Oklahoma, é o maior museu da Rota 66 e foi aberto ao público em 1968, originalmente como Museu dos Trilhos do Oeste, operado pelo departamento de turismo e recreação.

    No início da década de 90 a The Oklahoma Historical Society, agência estatal de Oklahoma, tornou-se administradora do museu. Com essa nova administração, iniciou-se um novo projeto de diretrizes para o museu, que agora seria focado em transporte e a Rota 66. Para esse novo direcionamento seria necessário um montante de 200 mil dólares, que foi obtido com verba federal, estadual e de empresas provadas, juntamente com os aproximadamente 10 mil habitantes de Clinton.

     
     
     

    O museu foi oficialmente inaugurado em setembro de 1995 como o Oklahoma Route 66 Museum com uma grande festa para celebrar a inauguração, que ainda contava com show de carros, concertos de bandas de rock entre outras atividades.

    A exibição começa com uma sala de objetos especiais coletados ao longo da estrada. Um áudio, na voz de Michael Wallis, autor de Route 66: The Mother Road, vai direcionando o tour de 06 décadas de história.

    Ao longo do caminho os visitantes podem ver diversos veículos enquanto vivenciam a história e cultura de cada kilometro de estrada, com seus restaurantes, postos, trens, rios, pontes e vilas.

    Ao fim do tour os visitantes assistem a um vídeo sobre a estrada em uma sala de cinema dentro do museu, e acabando o passeio pelo podem comprar alguns souvenirs da “Principal Estrada dos Estados Unidos”.

    Oklahoma Route66 Museum

    2229 West Gary Blvd

    Clinton,Oklahoma73601

    580-323-7866

    Horários de visitação:

    Primavera / Inverno / Outono

    Seg a Sab: 9h as 17h

    Dom: 13h as 17h

    (Não abre no inverno)

    Verão

    Seg a Sab: 9h as 19h

    Dom: 13h as 18h

    Quer conhecer o Museu da Rota 66? Acesse o site da Apex Travel.

  • Atacama.html

    Diário de bordo - Deserto do Atacama

    Acompanhe a viagem completa realizada pelo André Ramos, convidado da Apex Travel e editor da Revista Pró Moto.

    1º. Dia:

    Hoje o meu dia aqui foi dividido em dois períodos: pela manhã fui conhecer as instalações do hotel Explora, um dos mais tops quando o assunto é turismo de aventura e depois, saí com o Juan, meu guia da On Safari Moto Tours, para meu primeiro rolê pelo deserto. Fomos a uma região de muita pedra, onde percorremos uma estradinha que cortava altas paredes de barro, cunhadas pelas intempéries.

    À tarde, na companhia do Joaquim, meu outro guia e sócio do Juan na On Safari, fomos para o Salar de Atacama. Lá conheci uma lagoa que de tão salgada, você não afunda – só que eu não tive coragem de entrar pois estava muito gelada a água – e depois, fomos a outros dois lugares: Os Ojos do Salar (Os Olhos do Salar), duas lagoas perdidas no meio do deserto, únicas de água doce em mais de 100 km de extensão e depois, contornamos uma outra lagoa, no extremo oposto deste primeiro lugar.

    Meus amigos, as paisagens aqui são de tirar o fôlego; o deserto impressiona com suas dimensões e energia. Pilotar por uma planície cercada pela Cordilheira dos Andes e seus vulcões (alguns ainda ativos) cobertos de neve por um lado e por uma cadeia de montanhas longínquas, também pontilhada de vulcões de outro, é uma experiência fantástica.

    Amanhã vou conhecer uma região mais ao norte, quase fronteira com a Bolívia. Até mais e um abraço com cheiro de terra e sal.

    2º. Dia:

    Hoje o dia começou de forma atrapalhada, pois meu celular – o qual uso como despertador – acabou a bateria no meio da noite e fez com que eu acordasse faltando apenas dez minutos para a chegada do Juan, meu guia, aqui no hotel onde estou hospedado. Com isso, saí atrapalhadão, sem tomar café da manhã (peguei apenas umas bolachinhas e umas fatias e queijo e coloquei dentro de um guardanapo para comer depois).

    E foi assim que rumei para a estrada, de barriga vazia, só que eu só descobri para onde estava indo quando o Juan comentou a altitude em que nos encontrávamos: 4.000 metros. Mas até aí, eu não estava sentindo nada durante a pilotagem, mas foi eu subir um barranco para obter um ângulo diferente para fazer umas fotos que percebi a besteira que havia cometido. Quando desci de lá parecia que havia acabado o oxigênio da Terra, afinal, juntou o jejum com o ar rarefeito. Aí já viu.

    Bom, ainda bem que estávamos já ao lado do nosso primeiro destino, uma aldeia encravada no altiplano chileno onde vivem apenas umas 30 pessoas. Lá, comi duas empanadas de queijo e tomei um copo de chá de folha de coca, que ajuda a minimizar os efeitos da altitude. Eu estava tonto de tudo mas aos poucos foi passando, ficando só uma leve – mas incômoda dor de cabeça. Mas fiquei um bom tempo ainda meio estragado mas o que ajudava eram as paisagens locais; agora, na primavera, os mais altos cumes ainda estavam cobertos de gelo, que refletia os raios do sol e ampliavam a beleza das montanhas.

    Depois disso, nada que um pulo a uma terma a 3.500 metros, com um rio de água a 32 graus celsius não resolvesse. Saímos de lá refeitos e após uma bela salada de almoço, era hora de voltar à estrada, desta vez, tendo como guia o Joaquim (sócio do Juan na On Safari Atacama, empresa que organiza passeios pela região) e também, com o Sean, um norte-americano que mora no Chile há três anos – e que só de ver o cara sair com a moto dava para ver que ele pilotava tão bem uma moto, como eu uma nave espacial.

    Um cânion cravado no meio do Atacama impressiona, assusta e convida para uma parada e reflexão. Mas foi divertido: conhecemos um cânion que jamais imaginei haver um tão grande na América do Sul, na sequência, visitamos um vale chamado de Arco-Íris, em função da variedade de cores presente em sua terra – na volta o Sean levou um tombinho besta devido a areia – e ainda antes de alcançarmos a rodovia, conhecemos um sítio arquelógico sensacional, pois além de guardar inscrições rupestres nas rochas que chegam a 13.000 anos, não existe nenhuma cerca te separando delas, nenhum vidro, nada. E tudo está intacto, como se ninguém jamais tivesse passado por lá. Enfim, educação.

    Agora vou dormir que amanhã o dia será longo. Valeu!

    3º. Dia:

    Ontem foi um dia maravilhoso por aqui, pois até agora, foi o dia que mais andei de moto por aqui: foram em torno de 400 km, no qual circundamos todo o Salar de Atacama. O dia começou com estradas de cascalho sem fim, bem típicas de especiais de rali. Na companhia do Joaquin, meu guia neste dia, aceleramos muito nossas confiáveis G 650GS, chegando até mesmo a alcançar os 140 km/h. Percorremos mais de 100 km de uma velha estrada que servia antigamente como acesso ao uma mina de lítio mas com a construção de uma estrada mais moderna, esta, que fica cravada entre duas cordilheiras (Domeyko e de la Sal), acabou deixando de ser utilizada, vindo a apenas servir como um caminho de emergência pelos funcionários da companhia, já que, através dela, em caso de uma fuga, seriam gastas “apenas” duas horas para se chegar a San Pedro de Atacama.

    Continuando nossa peregrinação pelo Salar, pegamos a estrada nova (asfaltada) ao longo de um trecho de mais ou menos outros 100 km até encontrarmos o caminho que nos conduziria até a aldeia de Tilomonte. Situada dentro de um oásis, a aldeia tem apenas uma única moradora, além de um peregrino que de vez em quando aparece por lá e fica algum tempo, para depois partir de novo em nova jornada. Neste lugar, tive a oportunidade de ter contato, de passar a mão mesmo, num desenho feito em uma árvore pelo conquistador espanhol Pedro Sanchez, que por ali passou em 1661. como se não bastassem as emoções da pilotagem do dia, ter este contato tão próximo com um legado histórico foi demais.

    De lá, partimos para a vila de Peine, onde,  com muito custo, encontramos um lugar para almoçar – eu já estava até mole de fome. Depois de degustarmos bife, batatas-fritas, tomate e ovo frito, subimos até o clube local para tirarmos uma siesta, antes de voltarmos às motos. De lá, deixamos o planalto de sal rumo às lagoas altiplânicas de Miscanti e Miniques, um verdadeiro simulacro do paraíso na Terra.

    O lugar é lindo demais e ainda neste início de primavera, encontramos muita neve no alto de seus 4.200 metros de altitude. No caminho, sofri com o frio, pois estava somente com uma jaqueta corta-vento e para não diminuir o ritmo da expedição, somente fui colocar mais roupas depois que lá chegamos. Pelo caminho, os blocos de gelo derretendo pela estrada de terra davam-me uma medida da temperatura, que caía vertiginosamente. Lá em cima, com a colaboração do vento forte, deveria estar a cerca de cinco a sete graus celsius.

    Depois de pela primeira vez na vida ter experimentado e vivenciado o contato com a neve, era hora de voltar para San Pedro, mas aqui a surpresa foi a chegada de nosso combustível na reserva.

    Como íamos brincando o tempo todo, acelerando, escorregando nas curvas da estrada, as motos consumiram mais que o esperado e no trecho final da viagem, percorremos cerca de 120 km com apenas 4 litros de gasolina; não passamos de 90 km/h.

    Hoje, quinta-feira, dia 22-9, fiz um novo rolê, desta vez, mais leve, mas este é assunto para uma outra hora, pois agora vou dormir, que amanhã teremos uma nova puxada braba.

    Quer saber mais sobre essa aventura? Acesse o site da Apex Travel.

  • mcs.html

    Moto clubes

    Os Moto Clubes são grupos de amigos que tem uma paixão em comum, motocicletas! Eles se reúnem para marcar confraternizações, viagens e principalmente ações sociais.

    Os primeiros Moto Clubes, ou MC’s, surgiram em meados de 1950, emplacando o estilo “motociclista” de vida, com liberdade para rodar com sua moto, sentindo o vento no rosto acompanhado de sua moto e companheiros de estrada.

    Inspirados na estrada e no ronco de sua motocicleta os integrantes buscam interagir com pessoas que tem o mesmo gosto pelas chamadas motos “estradeiras” ou custom, eternizadas pelas motocicletas da marca Harley-Davidson e também no filme Easy Riders, Sem destino no Brasil.

     
     
     
     

    Os uniformes dessas organizações são sempre produzidos com cores escuras, principalmente a cor preta e muitas vezes são usadas com jaquetas de couro por cima. O MC, também tem seu próprio brasão, geralmente remetendo a algum animal que tenha algum significado para o grupo.

    A organização dos MC’s varia conforme a instituição, mas na maioria das vezes é bem estruturada, com eleições de presidente, tesoureiro e diretores e disponibilizam as publicações nos sites, para que todos os seus membros estejam inteirados sobre as reuniões.

    Um dos maiores MC’s do mundo é o HOG –Harley Owners Group, ou Grupo de Propietários de Harley. Essa organização existe há quase 30 anos, e administrada pela própria marca Harley-Davidson e é o maior do mundo, com mais de 1 milhão de participantes.

    No Brasil o Abutre’s MC (junto com os Bodes do Asfalto) é um dos  maiores e mais famosos, com cerca de 4 mil motociclistas, os Abutre’s já tem 25 anos de estrada e promovem diversos encontros e ações, além de possuírem sede própria. Para saber as ações sociais realizadas pelos Abutres acesse: Ação social 2011.

    Não apenas este motoclube organiza e participa de ações sociais, outros MC’s também têm como objetivo de auxiliar entidades e famílias que precisam de qualquer tipo de ajuda, diferentemente do que muitas pessoas já pensaram sobre eles, tendo a visão de serem desocupados e marginais que ficam andando de moto por aí e destruindo os patrimônios públicos.

    Quer alugar uma moto? Contate-nos pelo e-mail apex@apextravel.com.br e conheça nossas condições especiais para grupos de motoclubes na Rota 66 e Rota do Blues!

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